Costumo fazer exatamente o contrário do que a maioria das garotas da minha idade fazem. Não me preocupo com roupas, porém sou irreverente. Não ando espalhando sorrisos por aí, mas coloco meu coração na frente de tudo. Não costumo bancar a certinha e nem andar com os mais riquinhos. Sou esquisita e diferente, mas me sinto feliz sendo assim. Ser igual é muito normal.
Você sabe o que falam sobre a esperança! Causa tristeza eterna.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
o amor é como a política todo mundo tem a sua opinião, algumas mais parecidas com outras. A gente pode passar a eternidade discutindo, mas cada um possui a sua versão de amor, baseada em suas experiências, que obviamente não se comparam a de ninguém mais. O coração faz com que a gente goste e se importe, e o cérebro é quem faz com que o ogro verde se torne nosso príncipe encantado. Amor não é sempre perdoar, 'sempre perdoar' é idiotice, as pessoas erram! E nem sempre um 'desculpe-me' vai salvar tudo. Nós, seres humanos, não conseguimos simplesmente 'forgive and forget' e é isso que faz um amor se desgastar, faz do amor algo tão complicado. Acho que o desejo pela pessoa amada é como uma projeção em nosso cérebro, que um dia acaba. Mas eu realmente espero que exista algum modo de voltar ao início da projeção, ou criar uma nova pela mesma pessoa, afinal, sou do partido dos sonhadores, eu acredito, eu preciso acreditar em 'happily ever after'.
E eu não nasci pra sofrer, cara feia pra mim é fome e eu não faço manha pra comer. A vida é como uma escola, e a morte é o vestibular. No inferno eu entro sem cola, mas o céu eu vou ter que descolar. Mas quando alguém precisa de um carinho meu não há nada que me prenda, mas se eu sentir que um bicho me mordeu sou mais ardida que pimenta! No fundo eu sou otimista, mas eu sempre imagino o pior. Me cansa essa vida de artista, mas cada vez o prazer é maior.
Tinha sido apenas um sorriso, e nada mais. As coisas nao iam se ajeitar por causa disso. Aliás, nada ia se ajeitar por causa disso. Só um sorriso. Um sorriso minúsculo. Uma folhinha em um bosque, balançando com o movimento de um pássaro que alça vôo. Mas me agarrei àquilo. Com os braços bem abertos.
Hoje eu enxerguei em você alguém tão comum, alguém tão impossível de me fazer feliz de novo, alguém que pertence a um passado tão, mas tão distante, alguém que não soube ser o centro da minha vida por nem ter controle ainda da própria, alguém que no fundo se incomoda tanto por eu não lembrar de todas essas coisas mas que é tão medroso que nunca vai admitir, que eu acabei enxergando o quanto tudo pode ser maravilhoso se eu quiser que assim seja, o quanto o percurso que a minha vida irá tomar está somente em minhas mãos, o quanto eu posso ser maravilhosa, diferente, se eu me ver desta forma. E hoje, por não me lamentar mais pela sua perda, pelo nosso fim, que eu senti que o nosso fim se lamentou por me perder.
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